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ELDORADO
texto de Luiza Proença
As pinturas da série Eldorado de Regina Parra nos parecem estranhas. Se observarmos com cuidado, conseguimos perceber a presença de paisagens áridas e de pessoas circulando por elas, em diferentes distâncias de aproximação. Não conseguimos formular uma história, mas temos a sensação que algo acontece. E ao ver as pinturas nos tornamos testemunhas desse misterioso ato.


Apesar de serem paisagens, as pinturas são similares ao registro fotográfico do vídeo. A qualidade técnica e o uso de cores se aproximam mais do limite do padrão RGB dos monitores de TV do que de uma paisagem natural. Tal similaridade revela um procedimento frequentemente utilizado pela artista: a apropriação de imagens captadas por câmeras de vigilância. Com essa informação, fica claro que, provavelmente, somos testemunhas — ou vigilantes — de um crime cometido pelos transeuntes — ou vigiados — das telas.

Por outro lado, o título, Eldorado, nos remete à um lugar de certa forma utópico, onde existiriam muitas riquezas ou melhores condições de vida. Certamente esse lugar não parece ser os retratados nos quadros, mas talvez um lugar ao qual se dirigem os transeuntes. O caso começa a se configurar: somos testemunhas de uma situação na qual as pessoas registradas caminham em direção aos seus “eldorados”, ao lugar melhor. Mas, ao que parece, não alcançaram seu objetivo ou destino, por terem sido surpreendidas pelas câmeras de vigilância.

 A ausência de qualquer identificação dos lugares aos quais as pinturas se referem, revela um interesse da artista não por lugares ou contextos específicos, mas sim por uma situação mais generalizada de trânsito de uma condição à outra, de intervalo entre o que ficou para trás e o que está por vir no espaço e/ou no tempo. Figurados nesses lugares, é o tempo presente em busca do futuro que quer se retratar.

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ELDORADO

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As pinturas da série Eldorado de Regina Parra nos parecem estranhas. Se observarmos com cuidado, conseguimos perceber a presença de paisagens áridas e de pessoas circulando por elas, em diferentes distâncias de aproximação. Não conseguimos formular uma história, mas temos a sensação que algo acontece. E ao ver as pinturas nos tornamos testemunhas desse misterioso ato.

Apesar de serem paisagens, as pinturas são similares ao registro fotográfico do vídeo. A qualidade técnica e o uso de cores se aproximam mais do limite do padrão RGB dos monitores de TV do que de uma paisagem natural. Tal similaridade revela um procedimento frequentemente utilizado pela artista: a apropriação de imagens captadas por câmeras de vigilância. Com essa informação, fica claro que, provavelmente, somos testemunhas — ou vigilantes — de um crime cometido pelos transeuntes — ou vigiados — das telas.

Por outro lado, o título, Eldorado, nos remete à um lugar de certa forma utópico, onde existiriam muitas riquezas ou melhores condições de vida. Certamente esse lugar não parece ser os retratados nos quadros, mas talvez um lugar ao qual se dirigem os transeuntes. O caso começa a se configurar: somos testemunhas de uma situação na qual as pessoas registradas caminham em direção aos seus “eldorados”, ao lugar melhor. Mas, ao que parece, não alcançaram seu objetivo ou destino, por terem sido surpreendidas pelas câmeras de vigilância.

A ausência de qualquer identificação dos lugares aos quais as pinturas se referem, revela um interesse da artista não por lugares ou contextos específicos, mas sim por uma situação mais generalizada de trânsito de uma condição à outra, de intervalo entre o que ficou para trás e o que está por vir no espaço e/ou no tempo. Figurados nesses lugares, é o tempo presente em busca do futuro que quer se retratar.

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As pinturas da série Eldorado de Regina Parra nos parecem estranhas. Se observarmos com cuidado, conseguimos perceber a presença de paisagens áridas e de pessoas circulando por elas, em diferentes distâncias de aproximação. Não conseguimos formular uma história, mas temos a sensação que algo acontece. E ao ver as pinturas nos tornamos testemunhas desse misterioso ato.


Apesar de serem paisagens, as pinturas são similares ao registro fotográfico do vídeo. A qualidade técnica e o uso de cores se aproximam mais do limite do padrão RGB dos monitores de TV do que de uma paisagem natural. Tal similaridade revela um procedimento frequentemente utilizado pela artista: a apropriação de imagens captadas por câmeras de vigilância. Com essa informação, fica claro que, provavelmente, somos testemunhas — ou vigilantes — de um crime cometido pelos transeuntes — ou vigiados — das telas.

Por outro lado, o título, Eldorado, nos remete à um lugar de certa forma utópico, onde existiriam muitas riquezas ou melhores condições de vida. Certamente esse lugar não parece ser os retratados nos quadros, mas talvez um lugar ao qual se dirigem os transeuntes. O caso começa a se configurar: somos testemunhas de uma situação na qual as pessoas registradas caminham em direção aos seus “eldorados”, ao lugar melhor. Mas, ao que parece, não alcançaram seu objetivo ou destino, por terem sido surpreendidas pelas câmeras de vigilância.

 A ausência de qualquer identificação dos lugares aos quais as pinturas se referem, revela um interesse da artista não por lugares ou contextos específicos, mas sim por uma situação mais generalizada de trânsito de uma condição à outra, de intervalo entre o que ficou para trás e o que está por vir no espaço e/ou no tempo. Figurados nesses lugares, é o tempo presente em busca do futuro que quer se retratar.

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As pinturas da série Eldorado de Regina Parra nos parecem estranhas. Se observarmos com cuidado, conseguimos perceber a presença de paisagens áridas e de pessoas circulando por elas, em diferentes distâncias de aproximação. Não conseguimos formular uma história, mas temos a sensação que algo acontece. E ao ver as pinturas nos tornamos testemunhas desse misterioso ato.

Apesar de serem paisagens, as pinturas são similares ao registro fotográfico do vídeo. A qualidade técnica e o uso de cores se aproximam mais do limite do padrão RGB dos monitores de TV do que de uma paisagem natural. Tal similaridade revela um procedimento frequentemente utilizado pela artista: a apropriação de imagens captadas por câmeras de vigilância. Com essa informação, fica claro que, provavelmente, somos testemunhas — ou vigilantes — de um crime cometido pelos transeuntes — ou vigiados — das telas.

Por outro lado, o título, Eldorado, nos remete à um lugar de certa forma utópico, onde existiriam muitas riquezas ou melhores condições de vida. Certamente esse lugar não parece ser os retratados nos quadros, mas talvez um lugar ao qual se dirigem os transeuntes. O caso começa a se configurar: somos testemunhas de uma situação na qual as pessoas registradas caminham em direção aos seus “eldorados”, ao lugar melhor. Mas, ao que parece, não alcançaram seu objetivo ou destino, por terem sido surpreendidas pelas câmeras de vigilância.

A ausência de qualquer identificação dos lugares aos quais as pinturas se referem, revela um interesse da artista não por lugares ou contextos específicos, mas sim por uma situação mais generalizada de trânsito de uma condição à outra, de intervalo entre o que ficou para trás e o que está por vir no espaço e/ou no tempo. Figurados nesses lugares, é o tempo presente em busca do futuro que quer se retratar.

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